terça-feira, 23 de março de 2010

Literatura

Correntes de Vanguarda

Em seu sentido literário, vanguarda faz referência

ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente", ou seja, quem ditadava a arte no século XX.

Desta dedução surge à definição adotada por uma série de movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do século XX. Os movimentos europeus de vanguarda eram aqueles que, segundo seus próprios autores, guiavam a cultura de seus tempos, estando de certa forma à frente deles. Muitos destes movimentos acabaram por assumir um comportamento próximo ao dos partidos políticos: possuíam militantes, lançavam manifestos e acreditavam que a verdade encontrava-se com eles.

“Correntes de Vanguarda" começou a ser usada na década de 1860, onde os artistas excluídos do Salon de Paris estavam expondo.

Movimentos vanguardistas:

se aplica a qualquer movimento que proponha uma nova visão da arte. No entanto, costuma-se associá-lo principalmente aos movimentos ocorridos no período pós-impressionismo e anterior à pós-modernidade. Nesse caso, costuma-se classificá-los em vanguardas positivas e vanguardas negativas, embora muitos movimentos (como os expressionismos) fujam a esta divisão.

Vanguarda positiva:

Cubismo

Vanguardas negativa:

Futurismo,

Dadaísmo,

Surrealismo


Futurismo



O futurismo é um movimento artístico e literário surgido oficialmente em 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. A obra rejeitava o moralismo e o passado. Apresentava um novo tipo de beleza, baseado na velocidade e na elevação da violência. No plano literário, a escrita e a arte são vistas como meios expressivos na representação da velocidade, da violência, que exprimem o dinamismo da vida moderna, em oposição a formas tradicionais de expressão.O futurismo sempre teve a sua faceta política. Marinetti fomenta o esplendor da guerra, do militarismo, do patriotismo, e depois se torna um defensor convicto do fascismo italiano. O futurismo caracteriza a vida moderna na sua fragmentação, nos contrastes de classes, na agressividade social e por isso se serve dos manifestos para a retórica política.


Cubismo


O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo na pintura seus principais representantes: Pablo Picasso, Fernand Léger, André de Lothe, Juan Gris e Georges Braque. Na literatura figuram-se Apollinaire e Cendras.

A arte cubista tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas,embora sua totalidade pudesse ser inteiramente preservada.


No que se refere ao campo das artes literárias, instaura-se uma fragmentação da realidade por meio da linguagem, retratada pelo uso de palavras onde as mesmas são dispostas de maneira simultânea no intento de formar uma imagem. O resultado são palavras soltas, escritas na vertical, sem a continuidade tradicional.

Expressionismo


O expressionismo foi um movimento cultural de vanguarda surgido na Alemanha nos primórdios do século XX. Esses artistas tentaram transmitir nas suas artes uma forma psicológica onde pudessem expressar seus sentimentos íntimos, mais do que o mundo exterior o fazia.

Na pintura é a representação distorcida da realidade resultando num efeito emocional. Trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores patéticas e fortes, as pinceladas eram rápidas, demonstrando enorme vitalidade,dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.

Na literatura o movimento é marcado por subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é abstrato, simbólico e associativo.

No cinema os filmes produzidos são sombrios e pessimistas, com cenários fantasmagóricos, exagero na interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens.

Na musica intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música

No teatro com tendência para o extremo e o exagero, as peças são combativas na defesa de transformações sociais. O enredo é muitas vezes metafórico, com tramas bem construídas e lógicas.


SURREALISMO


O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico.

Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle.

A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do

instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições.


A livre associação e a análise dos sonhos, ambos métodos da psicanálise freudiana, transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo, embora aplicados a seu modo. Por meio do automatismo, ou seja,

qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle, os surrealistas tentavam

plasmar, seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas, as imagens da realidade mais profunda do

ser humano: o subconsciente.

O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. No entanto, se os dadaístas propunham apenas a destruição, os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova, a ser organizada em outras bases. Os surrealistas pretendiam, dessa forma, atingir uma outra realidade, situada no plano do subconsciente e do inconsciente. A fantasia, os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas, e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos, embora sejam muito mais radicais.


Dadaísmo


Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.

O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921.

3 comentários:

  1. Tendências da educação para o século XXI
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    Para entendermos a educação em nosso país, devemos nos remeter ao passado, e analisar todo o sistema educacional concomitante com os momentos históricos e sociais visto que ambos são recíprocos, e não podemos discutir a educação alijando-a do contexto social.
    Após a chegada dos portugueses em 1500, tivemos a escola fundada pelos jesuítas, padres da Companhia de Jesus, que instalaram a primeira escola em 1549. O ensino era TRADICIONAL, e essa escola clássica tem como princípio o ensino pelo PROFESSOR, enquanto o aluno é um ser passivo. Ela também privilegia a camada mais abastada, tendo suas regras baseadas em autoritarismo com normas disciplinares rígidas. As aulas eram centradas no professor, que por sua vez transmitia seus conhecimentos através dos exercícios de fixação. A ESCOLA TRADICIONAL está viva até hoje se analisarmos alguns métodos utilizados por alguns professores.
    A analise pontual e temporal da ESCOLA TRADICIONAL vai até 1932. Mesmo após a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal de Portugal e de todas as suas colônias, a chegada de Dom João VI e toda sua corte em 1808, e a proclamação da República em 1889, a tendência educacional em nosso país em nada se modificou, permanecendo a ESCOLA TRADICIONAL por aproximadamente trezentos e oitenta e três anos.

    Em 1932 iniciou-se um movimento com intenções declaradas de mudanças nas tendências do ensino do Brasil. Isso aconteceu no governo de Getúlio Vargas, era o início da ESCOLA NOVA, onde o professor não se comporta como o transmissor ativo e sim um facilitador de aprendizagem, onde o aluno é um ser ativo centro do processo de aprendizagem. Essa é uma escola democrática onde a escola é proclamada para todos.

    A ESCOLA NOVA vai de 1932 até a instalação da ditadura militar em 1964 onde tem início a ESCOLA TECNICISTA, e o modelo americano é instituído em nosso pais. O professor é um técnico com eficiência e eficácia, e o aluno é um elemento para quem o material é preparado . O tecnicismo empregado em todas as áreas impede o aluno de criar e pensar, impede o aluno da expressão dialética e confina o conhecimento ao limite dos verbos precisos. Para A ESCOLA TECNICISTA se efetuar e exercer seu papel social, e o social era ditado pelos militares que detinham o poder, foram divulgados modelos e métodos educacionais com aparelhos que impressionam e dão contornos fantásticos as formas de ensinar. Pode-se tudo pelo bem do tecnicismo, exceto a vontade popular de criar ou recriar. Foi nesta época que instalaram os recursos audiovisuais, instrução programada e o ensino individualizado.
    Com a queda da ditadura os movimentos democráticos explodiram e junto com ele em 1983 dá-se início a ESCOLA CRÍTICA, que vem embalada pelos anseios de liberdade e trás em seu bojo uma gama de cidadãos que tinham sido exilados, e que no exílio aprenderam e retornaram com novas idéias e métodos de ensino. Na ESCOLA CRÏTICA, o professor é o educador que direciona a forma de aprendizagem com participação concreta do aluno, aluno cidadão, aluno que faz e cria a história. A escola é valorizada em sua totalidade para toda a camada da população. Grandes educadores emergem com a liberdade e esta época é completa. Existe na ESCOLA CRÍTICA uma articulação entre o educador e o educando, sendo utilizado todas as formas que possibilitem a apreensão crítica dos conteúdos programáticos.

    Estamos no SÉC. XXI, observamos a tecnologia dominar os espaços, impedir os diálogos, a relação, e a transmissão de sentimentos . A tecnologia avançada individualiza o ser humano, torna-o espectador e talvez um elemento sem coragem para rupturas, interpretações dialéticas do cotidiano, do social e de suas relações com o todo. Iniciamos este século com uma grande incógnita quanto as tendências da educação. Podemos voltar ao tecnicismo, a ESCOLA TECNICISTA com alguma sofisticação ou então ficarmos única e exclusivamente com a ESCOLA TECNOLÓGICA.

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  2. Para onde caminhamos na educação

    José Manuel Moran
    Estamos caminhando rapidamente para uma sociedade muito diferente que em parte vislumbramos, mas que ainda nos reserva inúmeras surpresas. Será uma sociedade conectada, com possibilidades de comunicação, interação e de aprendizagem inimagináveis hoje. Os processos de educação que serão implantados serão profundamente diferentes dos atuais. Todas as sociedades educam, transmitem seus valores e a tradição. Como será feito isto daqui a quarenta ou cinqüenta anos, não o sabemos claramente. Mas sabemos que a aprendizagem será a essência da nova sociedade: aprender a conhecer, a sentir, a comunicar-se, a equilibrar o individual e o social. Será uma sociedade de maior participação direta, que decidirá as principais questões sem tantos intermediários (haverá mais debates, consultas e referendos on-line). A informação estará disponível, as formas de aprender serão muito variadas e as formas de organizar o ensino também. Todos os alunos estarão conectados às redes digitais por celulares, computadores portáteis, TVs digitais interativas. Os alunos mais pobres terão equipamentos mais simples, mas todos estarão conectados e essa é a uma realidade impensável hoje, mas que rapidamente está se tornando viável. De um lado as cidades se conectam, as escolas também e os alunos terão acessos individuais e grupais às redes digitais dentro e fora da escola. Todas as salas de aula estarão conectadas, abertas para o mundo; serão salas de pesquisa, de publicação, de debates presenciais e virtuais, de avaliação.
    As tecnologias evoluem muito mais rapidamente do que a cultura. A cultura implica em padrões, repetição, consolidação. A cultura educacional, também. As tecnologias permitem mudanças profundas já hoje que praticamente permanecem inexploradas pela inércia da cultura tradicional, pelo medo, pelos valores consolidados. Por isso sempre haverá um distanciamento entre as possibilidades e a realidade. O ser humano avança com inúmeras contradições, muito mais devagar que os costumes, hábitos, valores. Intelectualmente também avançamos muito mais do que nas práticas. Há sempre um distanciamento grande entre o desejo e a ação. Apesar de tudo, está se construindo uma outra sociedade, que em uma ou duas décadas será muito diferente da que vivemos até agora.
    Toda sociedade será uma sociedade que aprende de inúmeras formas, em tempo real, com vastíssimo material audiovisual disponível. Será uma aprendizagem mais tutorial, de apoio, ajuda. Será uma aprendizagem entre pares, entre colegas, e entre mestres e discípulos conectados, em rede, trocando informações, experiências, vivências. Aprenderemos em qualquer lugar, a qualquer hora, com tecnologias móveis poderosas, instantâneas, integradas, acessíveis. Não precisaremos ir a lugares específicos, o tempo todo. Iremos para alguns contatos iniciais e para a avaliação final. O restante do tempo estaremos conectados audiovisual e interativamente, quando o quisermos, com quem quisermos. Haverá formas de acelerar o acesso à informação (implantes e outros recursos que a nanotecnologia nos promete). Haverá máquinas inteligentes, em muitos aspectos mais inteligentes que os humanos. Por isso, é impossível antecipar a educação do futuro, mas podemos apontar alguns caminhos que nos ajudarão a mudar radicalmente o panorama atual tão conservador e massificado que ainda temos atualmente.
    Estamos caminhando para uma aproximação sem precedentes entre os cursos presenciais (cada vez mais semi-presenciais) e os a distância ou on-line. Teremos inúmeras possibilidades de aprendizagem que combinarão o melhor do presencial (quando possível) com as facilidades do virtual.
    ... Continua...

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  3. Para onde caminhamos na educação (Parte II)

    Em poucos anos dificilmente teremos um curso totalmente presencial. Por isso caminhamos para fórmulas diferentes de organização de processos de ensino-aprendizagem. Caminhamos rapidamente para a flexibilização progressiva e acentuada de cursos, tempos, espaços, gerenciamento, interação, metodologias, tecnologias, avaliação. Isso nos obriga a experimentar pessoal e institucionalmente modelos de cursos, de aulas, de técnicas, de pesquisa, de comunicação. Todas as universidades e organizações educacionais, em todos os níveis, precisam experimentar novas soluções para cada situação, curso, grupo.
    Com a educação on-line, com o avanço da banda larga na Internet, com a TV digital e o celular-fone-computador de quarta geração, teremos todas as possibilidades de cursos: dos totalmente prontos e oferecidos através de mídias audiovisuais até os construídos ao vivo, com forte interação grupal e pouca previsibilidade. Realizaremos cursos totalmente individualizados e outros baseados em colaboração. Teremos cursos totalmente on-line e outros parcialmente on-line. Só não encontraremos os modelos atuais convencionais. Muitas pessoas aprenderão com outras e só se submeterão a algum tipo de validação final de aprendizagem para fins de certificação.
    Estamos caminhando para um conjunto de situações de educação on-line plenamente audiovisuais. Caminhamos para processos de comunicação audiovisual, com possibilidade de forte interação, integrando o que de melhor conhecemos da televisão (qualidade da imagem, som, contar histórias, mostrar ao vivo), com o melhor da Internet (acesso a bancos de dados, pesquisa individual e grupal, desenvolvimento de projetos em conjunto, a distância, apresentação de resultados) e do celular (mobilidade). Tudo isto exige uma pedagogia muito mais flexível, integradora e experimental diante de tantas situações novas que começamos a enfrentar.
    Podemos pensar em cursos cada vez mais personalizados, mais adaptados à cada aluno ou grupos de alunos. Cursos com materiais audiovisuais e atividades bem planejados e produzidos e que depois são oferecidos no ritmo de cada aluno, sob a supervisão de um professor orientador ou de uma pequena equipe, que colocam esse aluno em contato com grupos em estágios semelhantes. Os professores podem agir como hoje o fazem os orientadores de pós-graduação. Dão poucas aulas presenciais e virtuais. Acompanham os projetos pedagógicos dos alunos individualmente e também em grupo e os supervisionam e gerenciam para que obtenham os melhores resultados. Os professores mapeiam a pesquisa, os projetos. Marcam algumas reuniões presenciais e virtuais. Integram esses projetos com outros colegas. O currículo é muito mais livre, escolhido de comum acordo entre alunos, professores e instituição. Há alguns momentos comuns presenciais e/ou virtuais (totalmente audiovisuais e interativos), mas, a maior parte do tempo, o processo é virtual e em tempos diferenciados.

    continua

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