terça-feira, 23 de março de 2010

Sociologia





Mudança e transformação social

Não existem sociedades sem mudanças. Às vezes não percebemos as alterações, mas elas acontecem a todo o momento, em toda parte. As transformações nem sempre são percebidas de imediato pelas pessoas, pois acontece lentamente. A sociologia nasceu da crise provocada peça desagregação do sistema feudal e pelo surgimento do capitalismo. As transformações decorrentes desse processo abalaram todos os setores da sociedade européia e depois atingiram a maior parte do mundo. Muitos autores se esforçaram para entender o que estava acorrendo.

As mudanças sociais para os clássicos da sociologia.

Como a Sociologia é o fruto de mudanças sociais, um de seus pontos forte é a discussão sobre as transformações e crises nas diversas sociedades. No século XIX uma das idéias que orientava as discussões era a de progresso.



Auguste comte:

Um dos pensadores do século XIX. Foi um dos que mais influenciou o pensamento social posterior. Desde cedo rompeu com a tradição familiar, monarquista e católica, tornou-se republicano, adotando as idéias liberais e passou a desenvolver uma atividade política e literária que lhe permitiu elaborar uma proposta para resolver os problemas da sociedade de sua época. Comte se preocupou fundamentalmente com a organização da nova sociedade que estava em ebulição e em grandes confusões.

Comte acreditava que a mudança social estava situada na mente, na qualidade e quantidade de conhecimentos sobre as sociedades. Com base nisso, ele afirmou que a humanidade percorreu três estágios no processo de evolução do Primeiro estagio - Teológico: As pessoas atribuíam a entidades e forças sobrenaturais as responsabilidades pelos acontecimentos.

Segundo estagio – Metafísico: Surgiu quando as entidades sobrenaturais foram substituídas por idéias e causas abstratas e, portanto racionais. Seria o momento da filosofia.

Terceiro estagio – Positivo: Corresponde à era da ciência e da industrialização. Seria o momento da sociologia.

Esse último estágio foi ampliado porque a ciência tem desenvolvimento continuo, sempre em busca de mais conhecimento.

Em termos sociológicos, Comte dividiu seu sistema em dois campos: o estático e o dinâmico (ordem e progresso). Toda mudança, isso é, o progresso, deveria estar condicionada pela manutenção da ordem social. Sua opção era conservadora, pois admitia a mudança (progresso), mas limitava-a a situação que não alterasse profundamente a situação vigente (ordem).

Max Weber

Analisou a mudança social relacionada ao nascimento de uma sociedade capitalista. A ética protestante foi fundamental para a existência do capitalismo, pois proporcionou mais acumulação de capital ao valorizar o ostentatórios. Os trabalhadores por sua vez, passaram a ver o trabalho como um valor a si mesmo. Em uma sociedade administrada por diversos instrumentos controladores, a mudança estaria sempre limitada pela ação burocrática.

Karl Marx

Em seus estudos analisou a Revolução Francesa , mas a considerou puramente política, já que não alterou substancialmente a vida dos que nada tinham. De acordo com ele, apesar de ter sido fundamental para o fim do feudalismo , essa revolução foi parcial, pois, não emancipou a sociedade toda.

Para Marx o radicalismo de uma revolução está o fato de ela ser realizada por quem é maioria na sociedade. Só uma classe capaz de representar os interesses de libertação para todos pode liderar uma transformação, pois esta é sempre resultado dos conflitos entre as classes fundamentais da sociedade.

No capitalismo essas classes são a buguersia e o proletariado. E só o proletariado pode transformar essa sociedade.


Emile Durkheim:

Procurou analisar a questão da mudança social, observou que na historia das sociedades houve uma evolução da solidariedade mecânica (cada um sabe fazer quase todas as coisas que necessita para viver. Nesse caso, o que une as pessoas não é o fato de uma depender do trabalho da outra, mas a aceitação de um conjunto de crenças, tradições e costumes comuns.) para a orgânica (é o fruto da diversidade entre os indivíduos, e não da identidade nas crenças e ações. O que os une é a interdependência das funções sociais, ou seja, a necessidade que uma pessoa tem da outra, em virtude da divisão do trabalho existente na sociedade) por causa da crescente divisão do trabalho.

Isso se deu a fatores demográficos:

O crescimento populacional, que gerava uma concentração de pessoas em determinados territórios, ocasionava intensidade de interações, complexidade de relações sociais e aumento da qualidade dos vínculos sociais.

A maior preocupação de Emile Durkheim era as questões que envolviam a integração e as formas como cada solidariedade (orgânica e mecânica) se estabelecia em cada tipo de sociedade.



Modernização,desenvolvimento e dependência

Progresso e desenvolvimento talvez sejam as palavras que melhor expressam em nosso cotidiano, uma possível mudança social.

Após a segunda guerra mundial passou-se a perceber que as desigualdades entre as sociedades do mundo eram gritantes, e algumas grandes vertentes teóricas se propuseram analisar esse fenômeno, isto é, tentaram explicar porque algumas sociedades eram desenvolvidas e outras subdesenvolvidas.

A visão evolucionista da historia ganhou novo alento com as teorias da modernização, de acordo com as quais as mudanças movem as sociedades de um estágio inicial (tradicional) para um estágio superior (moderno), numa escala de aperfeiçoamento contínuo.

Alguns padrões foram utilizados pelas teorias de modernização de alguns sociólogos com de Emile Durkheim e de Max Weber, mas com uma nova maneira.

De acordo com essas teorias, as sociedades são tradicionais ou modernas conforme as características que adotam.

Como desenvolveram determinadas atitudes e comportamentos e não outros são responsáveis pela própria situação. Para se transformar, passando do estágio atual para o superior, uma sociedade tradicional precisa deixar suas características para incorporar as modernas.

De acordo com tais teorias, as sociedades tradicionais (atrasadas e subdesenvolvidas) devem seguir o exemplo e os mesmos passos históricos das sociedades modernas (industrializadas e desenvolvidas).

Passariam ter uma mudança social quando os indivíduos deixassem as características tradicionais e passarem a internalizar as modernas. Assim, desde que os valores tradicionais fossem superados, ocorrendo uma evolução social modernizante.

Com as criticas mais gerais, essas teorias são etnocêntricas, pois a maioria das nações do mundo não seguiu as mesmas trajetórias históricas que as sociedades ocidentais. Ademais, tais teorias definem a trajetória de todas as sociedades como se fosse linear, ou seja, presumem que as sociedades modernas de hoje foram um tradicionais e se modernizaram porque mudaram seus pensamentos e sua maneira de ver o mundo. A ênfase é posta na cultura e na visão de mundo das pessoas e dos grupos sociais, os quais, para mudar, precisariam seguir as mesmas trajetórias que as atuais sociedades modernas.


Teoria do subdesenvolvimento e da dependência


Vários autores na década de 1960 faziam uma analise critica da teoria de modernização, procuram a questão da diferença entre os países por outro lado que foi a historia, economia e política entre países. A pergunta era a mesma. Porque os países da America latina eram subdesenvolvidos. De acordo com o ponto de vista econômico da (Cepol) da (ONU), havia uma troca desigual dos termos de intercâmbio.

Historicamente é explicado por divisão internacional do trabalho em que os países periféricos (dominados) vendessem aos países centrais (dominantes) produtos primários, e matéria primas e comprar produtos industrializados, com o tempo foi necessário que os países periféricos vendessem mais os seus materiais para pagar a mesma quantidade de material industrializado e assim enriquecendo os ricos. Os países periféricos e centrais tiveram um passado diferente. Os países europeus foram a metrópoles no período colonial enquanto os da America latina foram às colônias e depois da independência passaram a ser dominados economicamente pela Europa e EUA, isso prejudicou a autonomia da America latina.

Um grupo de sociólogos em que tinha Fernando Henrique Cardoso e o chinelo Enzo Falheto propôs uma explicação mais detalhada, um movimento que gerou a dependência da America latina a parti da década de 1960, houve uma mudança no Chile, Brasil, Argentina e México que foi a internalizarão da produção industrial, isso ocorreu com a aliança de empresários estrangeiros e nacionais e o estado nacional.

Os produtos industrializados que vinham dos países desenvolvidos agora eram fabricados nos subdesenvolvidos era mais barato, alem disso a produção local, não tinha gasto com o transporte. Mas o fundamental era que as matérias primas estavam mais próximas, a força de trabalho mais barata, o estado não cobrava imposto e construía uma infra-estrutura para as indústrias. Essas teorias procuram explicar as diferenças entre os países, as possibilidades de mudanças e situações e condições possíveis para que isso acontecesse no sistema capitalista.

Literatura

Semana de Arte Moderna


A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal. Cada dia da semana foi dedicado a um tema: respectivamente, pintura e escultura, poesia,literatura e música. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.

A nova intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XIX ainda em moda no país. Havia algumas notícias sobre as experiências estéticas que ocorriam na Europa no momento, mas ainda não se tinha certeza do que estava acontecendo e quais seriam os rumos a se tomar.Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.

A jovem pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, expressionismo e futurismo. A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro Lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna tivesse o sucesso que, com o tempo, ganhou.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.

Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que a principio, chocou por fugir completamente da estética européia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.

O presidente do Estado de São Paulo, da época, Dr. Washington Luís apoiou o movimento, especialmente atráves de Rene Thiollier, que solicitou patrocínio para trazer os artístas do Rio de Janeiro, Plínio Salgado e Menotti Del Pichia, membros de seu partido, o Partido Republicano Paulista.

Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral entre outros.



Origens

A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas.

Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio na escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano, órgão do partido governista paulista, em 29 de janeiro de 1922.

Literatura

Correntes de Vanguarda

Em seu sentido literário, vanguarda faz referência

ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente", ou seja, quem ditadava a arte no século XX.

Desta dedução surge à definição adotada por uma série de movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do século XX. Os movimentos europeus de vanguarda eram aqueles que, segundo seus próprios autores, guiavam a cultura de seus tempos, estando de certa forma à frente deles. Muitos destes movimentos acabaram por assumir um comportamento próximo ao dos partidos políticos: possuíam militantes, lançavam manifestos e acreditavam que a verdade encontrava-se com eles.

“Correntes de Vanguarda" começou a ser usada na década de 1860, onde os artistas excluídos do Salon de Paris estavam expondo.

Movimentos vanguardistas:

se aplica a qualquer movimento que proponha uma nova visão da arte. No entanto, costuma-se associá-lo principalmente aos movimentos ocorridos no período pós-impressionismo e anterior à pós-modernidade. Nesse caso, costuma-se classificá-los em vanguardas positivas e vanguardas negativas, embora muitos movimentos (como os expressionismos) fujam a esta divisão.

Vanguarda positiva:

Cubismo

Vanguardas negativa:

Futurismo,

Dadaísmo,

Surrealismo


Futurismo



O futurismo é um movimento artístico e literário surgido oficialmente em 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. A obra rejeitava o moralismo e o passado. Apresentava um novo tipo de beleza, baseado na velocidade e na elevação da violência. No plano literário, a escrita e a arte são vistas como meios expressivos na representação da velocidade, da violência, que exprimem o dinamismo da vida moderna, em oposição a formas tradicionais de expressão.O futurismo sempre teve a sua faceta política. Marinetti fomenta o esplendor da guerra, do militarismo, do patriotismo, e depois se torna um defensor convicto do fascismo italiano. O futurismo caracteriza a vida moderna na sua fragmentação, nos contrastes de classes, na agressividade social e por isso se serve dos manifestos para a retórica política.


Cubismo


O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo na pintura seus principais representantes: Pablo Picasso, Fernand Léger, André de Lothe, Juan Gris e Georges Braque. Na literatura figuram-se Apollinaire e Cendras.

A arte cubista tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas,embora sua totalidade pudesse ser inteiramente preservada.


No que se refere ao campo das artes literárias, instaura-se uma fragmentação da realidade por meio da linguagem, retratada pelo uso de palavras onde as mesmas são dispostas de maneira simultânea no intento de formar uma imagem. O resultado são palavras soltas, escritas na vertical, sem a continuidade tradicional.

Expressionismo


O expressionismo foi um movimento cultural de vanguarda surgido na Alemanha nos primórdios do século XX. Esses artistas tentaram transmitir nas suas artes uma forma psicológica onde pudessem expressar seus sentimentos íntimos, mais do que o mundo exterior o fazia.

Na pintura é a representação distorcida da realidade resultando num efeito emocional. Trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores patéticas e fortes, as pinceladas eram rápidas, demonstrando enorme vitalidade,dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.

Na literatura o movimento é marcado por subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é abstrato, simbólico e associativo.

No cinema os filmes produzidos são sombrios e pessimistas, com cenários fantasmagóricos, exagero na interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens.

Na musica intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música

No teatro com tendência para o extremo e o exagero, as peças são combativas na defesa de transformações sociais. O enredo é muitas vezes metafórico, com tramas bem construídas e lógicas.


SURREALISMO


O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico.

Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle.

A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do

instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições.


A livre associação e a análise dos sonhos, ambos métodos da psicanálise freudiana, transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo, embora aplicados a seu modo. Por meio do automatismo, ou seja,

qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle, os surrealistas tentavam

plasmar, seja por meio de formas abstratas ou figurativas simbólicas, as imagens da realidade mais profunda do

ser humano: o subconsciente.

O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. No entanto, se os dadaístas propunham apenas a destruição, os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova, a ser organizada em outras bases. Os surrealistas pretendiam, dessa forma, atingir uma outra realidade, situada no plano do subconsciente e do inconsciente. A fantasia, os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas, e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos, embora sejam muito mais radicais.


Dadaísmo


Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.

O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921.